Eis uma lista de coisas que fiz nesse feriadão

(acordei com vontade de escrever essa lista e o blog é meu e eu escrevo o que eu quiser #balista)

– Arrumei o quarto (Arrumei mesmo, porque organizar o quarto onde eu atualmente vivo requer muitas compras de MÓVEIS, o que não vale à pena, uma vez que em breve vamos nos mudar pro nosso apê. Então eu só fico colocando as coisas em lugares mais ou menos aceitáveis, essa é a vida);

– Desarrumei o quarto;

– Dei banho em Chewie (Ao que ele agradeceu comendo um dos meus chinelos. Obrigada, Chewie);

– Tomei um zilhão de banhos porque Recife está mais quente do que nunca. In fact, acho que vou tomar um agora mesmo;

– Li (The Hunger Games – uma releitura, actually – e Welcome to Rosie Hopkins’ Sweet Shop of Dreams. Não terminei nenhum ainda, mas o importante é ler);

– Joguei The Sims 3;

– Assisti a um documentário sobre a fabricação do Jack Daniel’s (sim, coisas que Weslley me faz fazer);

– Fui na casa dos meus pais, ver o gatinho fofo e peralta deles: http://instagram.com/p/wTsx2OhRxt/

– Fiz um day spa, com direito a limpeza, esfoliação e aplicação de duas máscaras no rosto, além de hidratação nos cabelos e esfoliação e hidratação da pele. É tão bom se cuidar <3;

– Gravei uma tag pro youtube! SIM! A tag foi a ‘O que tem na minha bolsa?’, uma das minhas favoritas e que sempre tive vontade de gravar. Quem quiser, checa lá: http://youtu.be/svZlKzh6Ms0.

não quero mais ver a banda passar.

Li há alguns minutos um post da Sernaiotto e foi um tapa na cara tão grande que tive que vir aqui desabafar. O post pode ser resumido em: “enquanto você tá aí sentado, sua vida tá passando em branco”. A realidade é que, nos últimos meses (ou anos?), eu tenho a impressão de que a minha vida está passando em branco. Não totalmente, claro, porque muitas coisas incríveis aconteceram nesse meio tempo. Mas é que me falta um propósito, um objetivo maior que me guie, que me faça ser agente nessa vida, e não mera observadora. Sei que vocês, que me acompanham há um tempo, já leram inúmeros posts sobre esse barquinho perdido na enxurrada que sou eu e minha vida. Não é nenhuma novidade pra mim estar sem rumo, indecisa, sem saber pra onde ir. Também sei que não estou sozinha e que muita gente se sente assim e, como eu, fica paralisado com a situação. Mas isso não torna tudo mais agradável ou satisfatório. Eu tenho muitos anos pela frente ainda, se tudo der certo, mas não acho correto ter tantos anos e não usá-los da forma correta. Ou não usá-los. Eu sou taurina, minha gente. Eu preciso de um rumo para ter confiança em mim mesma. Pra ser feliz.

Então, depois do post da Loma (a propósito, obrigada pela wake up call) eu decidi tomar uma decisão. Não sei ainda o que vai resultar disso, mas coloquei pra mim mesma um prazo, para me obrigar a parar pra pensar e chegar – finalmente – à uma conclusão. Talvez eu divida com vocês de uma forma mais aberta – ou talvez vocês só notem meus sorrisos mais abertos nas fotografias. Mas é isso. Eu vou me decidir, porque qualquer que seja o desfecho, ainda será melhor do que ver minha vida gotejar sem rumo.

só pra deixar registrado

Chewie

Queria aqui anotar alguns fatos sobre Chewie para a posteridade uma vez que a) eu quero falar sobre isso; b) eu tenho a memória curta e c) acho que todo mundo (?) vai querer saber mais sobre esse ser sensacional que é Chewie. Então, Chewie, no alto dos seus 6 meses:

– Ama cenoura. Na verdade, Chewie ama qualquer coisa que ele possa mastigar, mas ele tem uma relação bem bonita com as cenouras. Tá comprovado que ele é um cãoelho;

– A exemplo de sua dona, é ansioso e gosta de roer coisas erradas quando tá entendiado (ele rói as minhas caixas de papelão na qual estou guardando as coisas do chá de cozinha e eu, as unhas);

– É super ativo e, não importa quantas voltas eu dê com ele na Lagoa do Araçá, ele continua fazendo a casa de pista de 100 metros rasos. Porém, se essas voltas forem feitas num momento de calor e à luz do sol, ele vai ficar esbaforido e dormir o resto do dia, de tão cansado;

– Já sobe sozinho no sofá e seus momentos favoritos pra fazer isso é quando a gente tá deitado e distraído. Ele pega impulso, pula e aterrisa diretamente nas nossas fuças. Delicadeza, não trabalhamos;

– Tem uma relação muito estranha com orelhas. Nunca deixe sua orelha de bobeira quando ele estiver no seu colo, porque há grandes chances dele mordê-la, God knows why;

– Ama brinquedos de pelúcia. Também curte bastante brinquedos de borracha mole e aqueles feitos de corda. Não liga a mínima para bolinhas de borracha dura ou qualquer outro brinquedo que ele não consiga enfiar seus dentinhos ardilosos dentro;

– Não pode ver um cachorro na rua, que ele quer correr e cumprimentar. Pense num cachorro sociável – e bem diferente da minha pessoa, nesse campo, já que eu fujo dos conhecidos, então o que se dirá dos desconhecidos;

– Não faz escândalo no veterinário e toma vacina de boa. Ele é, geralmente, bem amistoso com estranhos – a exceção é uma vizinha de junto para a qual ele late. Mas ninguém gosta muito dela, então tudo bem;

– Aprendeu a pedir carinho. Ele sobe no nosso joelho (quando estamos sentados) e, se ainda assim o ignorar, ele nos cutuca com a patinha dele. A coisa mais maravilhosa e linda e fofa e tudo de bom;

– Odeia tomar comprimido, mas aceita de boa a medicação para otite. Inclusive, já vem pra perto de mim quando tô com o remédio na mão e deita no meu colo, enquanto futuco a orelha dele, para limpar e medicar;

– Ama patê e sachê da Pedigree (e qual cachorro não?). Compro bem de vez em quando, pra agradar mesmo, e ele adora. Também curtiu muito o patê da Three Dogs.

sobre coelhos e baratas

Eu e W. estávamos viajando e fomos ficar na casa de uns amigos enquanto estávamos na tal cidade, que eu não sei qual era – na verdade, era tudo tão estranho que certamente só existe no mundo dos meus sonhos. Chegando lá, surpresa: a casa estava infestada de baratas. Tinha baratas em todos os lugares – e coelhos, que pareciam coelhos de pelúcia e outros tecidos, mas que era vivos, estranhamente. Ninguém podia dormir, sem que uma barata fosse atazanar a pessoa e lembro que boa parte do meu sonho foi gasta com a minha pessoa matando baratas e despejando inseticida pela casa inteira. Bom saber que algumas coisas – como meu exagerado senso de responsabilidade – não mudam jamais, nem quando eu estou sonhando.

O sonho foi escroto, mas hoje pesquisei na internet e: matar baratas significa vencer obstáculos e coelhos significam sorte e a realização de um sonho (além de fecundidade, mas essa parte eu preferi ignorar). Achei um sonho auspicioso para alguém que vai casar e viajar pra Londres em duas semanas. Achei que foi uma boa forma de começar a sexta-feira.

quase dezoito

Eu tenho zilhões de relatórios pra revisar, um bem tenso para fazer e eis uma lista de tudo o que eu fiz até agora:

– joguei Kitchen Scramble;
– minimizei rapidamente a janela quando alguém passava atrás de mim, enquanto eu jogava Kitchen Scramble (e corri risco de queimar inúmeros pratos, mas né?);
– procurei livros de Lemony Snicket para baixar;
– matutei sobre o fato de que eu deveria estar revisando relatórios, porém estou com a boca aberta, cheia de dentes, esperando a morte chegar;
– li textos sobre procrastinação, no Muse;
– li textos sobre ser uma pessoa matinal, no Greatist;
– pensei em todas as coisas que eu preciso fazer antes do casamento/lua de mel;
– fiquei preocupada com a quantidade de coisas que ainda precisam ser feitas;
– fiquei preocupada com todas as contas que ainda precisamos pagar;
– cogitei a possibilidade de fazer café, para ver se eu sentia mais vontade de revisar esses benditos relatórios – mas só cogitei mesmo;
– fiz uma lista de todas as coisas que eu preciso fazer até amanhã, só pra ter certeza que eu não esquecerei de nada (única coisa decente que eu fiz até agora);
– pensei que hoje poderia ser sexta.

 

essa vida marota e meus sapatos maravilhosos

Eu estava aqui pensando no quanto a vida é injusta e no quanto essa nossa caminhada é uma eterna volta à estaca zero.  Como, por exemplo, o drama de hoje. Estava com a moral meio baixa esses dias (sobrancelha por fazer, nem um pingo de maquiagem na cara, o cabelo com aquela cara de (literalmente) wake up like this), então hoje decidi usar meu salto para-dias-em-que-eu-preciso-de-ajuda-para-me-sentir-maravilhosa. Na verdade, seria um salto super utilizado (assim, todos os dias) se fôssemos nos guiar APENAS no seu nome e na minha necessidade de ser elogiada pelas minhas escolhas modísticas. Entretanto, a vida não é fácil assim, é? Não, não é.

A minha história com esse sapato é aquele velho e bom caso de amor e ódio. Foi arrebatamento à primeira vista e era, na realidade, impossível não ser. Pra começo de conversa, foi numa das poucas vezes que tive coragem de colocar meu pés de Ipanema (porque Havaianas virou ostentação) dentro da Zara. Claro que geralmente passo direto porque essa pessoa que vos escreve não tem a menor coragem de dar R$ 200 em um jeans. Me desculpem quem dá, mas apenas não rola. Como pagarei meus açaís se gastar 200 pila num jeans? Uma questão de prioridades, apenas. Mas enfim, o fato é que, apesar de quase nunca entrar na loja, nesse abençoado (?) dia, a Zara estava com uma maravilhosa palavra (???) escrita em uma placa, na frente da loja: LKD. E quando uma loja está com uma placa de LKD na frente, o que a gente faz? Isso mesmo, a gente entra, reza pro LKD significar liquidação e não alguma outra coisa esquisita gringa que a gente nunca ouviu falar – e, com alguma sorte, a gente compra alguma coisa.

Entrei. E, pro meu choque, realmente tinham umas coisas com preços compráveis – entendam, preço de C&A, Renner e companhia limitada. Fiquei chocada, passada e feliz, porque do jeito que as coisas estavam indo, parecia que eu finalmente ia comprar algo nessa loja que veste quase que todas as minhas inspirações reais (leia-se blogueiras, aqui) do mundo da moda. A questão é: eu realmente estava precisando de um salto legal. Um salto que fosse bonito, que desse aquele tchan, que não comesse vivo os meus pés. E daí eu tava à toa na Zara e dei de cara com aquele salto lindo, maravilhoso e sensacional que vocês já devem ter visto no link que coloquei lá em cima. Provei e me senti ainda mais sensacional. Foi paixão, foi intenso. Tão intenso que não me deu muito tempo para olhar para as solas completamente lisas do sapato, antes de pagar R$ 70 por ele no caixa da bendita loja. Infelizmente, a intensidade não durou tanto. No dia posterior, eu estava na agonia para usar meu salto novo e, claro, fui pro trabalho com ele. POR QUE EU FAÇO ESSAS COISAS, DEUS? Passei o dia rezando para não me estabacar no chão e andando bem devagar, colocando muita força em cada passada, porque a sola do sapato era mais lisa que a cara-de-pau-encerada de c e r t a s  p e s s o a s que eu conheço. Daí vocês podem imaginar como eu fiquei muito elegante, só que nunca. E essa é a minha frustração com esse sapato – e com vida.

A pessoa compra uma coisa pra ficar mais elegante, mais sensual, mais interessante e a coisa termina cagando na sua cara e você termina a mesma mazelada de sempre – se não, pior. Para dar o golpe de misericórdia, eu sempre termino por esquecer o porquê do sapato estar encostado num canto há um milhão de anos e, em dias como o de hoje, resolvo que ‘ah, faz tanto tempo que não uso esse sapato, ele é tão bonito, acho que vou com ele pro trabalho’ e obviamente, termino tendo o mesmo resultado de sempre – na verdade, pior, porque eu tinha resolvido temporariamente o problema da sola (colei uma sola decente embaixo do sapato), só que claro que a sola descolou hoje, enquanto eu andava no meio da rua. E agora eu estou sofrendo o mesmo drama de patinar nos pisos lisos da vida, só que sem patins, sem protetores para as partes importantes do corpo (como a autoestima), e muito menos algum equilibro.  E claro, com direito a alguns calinhos de brinde, cuja dor eu tentei aliviar tirando o sapato, porém óbvio que agora é impossível colocá-lo de volta sem sentir o dobro da dor que eu estava sentindo antes.

Sensacional.

Então a conclusão é que: ainda sou um arremedo de gente que a) não sabe comprar sapato; b) não saber usar sapato; e c) não sabe lidar com sapato. E claro, a vida é essa caminhada incessante, com os pés cheios de calos e band-aids, rumo à inexorável estaca zero.